CAPÍTULO 32

GIDEÕES EM RESGATE — O NASCIMENTO DE UMA TROPA PARA RESGATAR ALMAS

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15

Antes de existir uma estrutura, antes de existirem as praças, os registros, as fotografias e as muitas visitas que posteriormente marcariam essa história, houve simplesmente três pessoas dispostas a ir ao encontro de outras pessoas.

Era o Pr. Wesley, o então Diácono Ivanildo e a então Diaconisa Rosinete.

Foi entre esses três que começou a nascer uma visão.

Não nasceu primeiro como um grande projeto.

Nasceu como uma ação simples:

visitar pessoas em seus lares.

E cada visita carregava uma preocupação muito maior do que simplesmente conhecer alguém.

Era levar oração.

Era levar a presença da igreja.

Era levar uma palavra.

Era chegar até uma pessoa onde ela estava.

E, principalmente, era acreditar que uma vida poderia voltar a caminhar com Deus.


TRÊS PESSOAS, TRÊS VISITAS, TRÊS ORAÇÕES

No começo, a dinâmica era simples e, ao mesmo tempo, carregada de significado.

Eram três pessoas realizando as visitas.

A ideia era fazer três visitas por pessoa, acompanhadas de oração.

Aquele pequeno movimento começava a revelar algo que mais tarde se tornaria muito maior.

O Pr. Wesley, o Diácono Ivanildo e a Diaconisa Rosinete perceberam que havia pessoas precisando ser alcançadas dentro de suas próprias casas.

Não era necessário esperar que todos viessem até a igreja.

Era preciso também ir até onde as pessoas estavam.

E foi nessa caminhada que o nome começou a surgir.

Gideões em Resgate.

Foi o Pr. Wesley quem deu esse nome à visão que os três estavam começando a colocar em prática.

E aquele nome carregava uma identidade.

Não era uma tropa para guerrear contra pessoas.

Era uma tropa para resgatar almas.


OS PRIMEIROS GIDEÕES

Os primeiros Gideões foram justamente aqueles que estavam no começo dessa caminhada:

o então Diácono Ivanildo e a então Diaconisa Rosinete.

Eles foram os primeiros a colocar os pés nessa missão.

A primeira visita aconteceu em uma residência.

Hoje, você não consegue precisar o dia, o mês, o local exato ou o ano daquela primeira visita.

E isso não diminui a importância daquele momento.

Porque existem acontecimentos que começam sem que ninguém saiba que, anos depois, serão lembrados como o nascimento de uma grande história.

Naquele dia, provavelmente ninguém poderia imaginar tudo o que viria depois.

Mas Deus já sabia.


A visita que abriu um caminho

Depois daquela primeira residência vieram outras.

E outras.

E outras.

Você me contou que foram muitas visitas, e que os registros dessas visitas permanecem documentados no espaço do projeto.

Hoje, o próprio blog do Gideões em Resgate preserva a identidade dessa missão e declara que seu objetivo é reintegrar pessoas que se afastaram de Cristo e ajudá-las a voltar ao caminho de Jesus e à vida com Deus. (GIDEÕES)

Isso confirma algo que aparece desde a origem da história:

o alvo nunca foi simplesmente fazer visitas.

O alvo eram as pessoas.


A CASA COMO CAMPO DE MISSÃO

Uma residência pode parecer um lugar comum.

Uma sala.

Uma cozinha.

Uma porta.

Uma família.

Mas, para quem está vivendo uma batalha, aquela casa pode ser o lugar onde a dor se tornou mais profunda.

Pode existir uma pessoa enferma.

Um casamento em crise.

Um filho afastado.

Alguém sem esperança.

Uma família que deixou de orar.

Uma pessoa que já não consegue encontrar forças para continuar.

Foi para esses lugares que os Gideões começaram a ir.

Não como pessoas que tinham todas as respostas.

Mas como servos que estavam dispostos a chegar.


A ORAÇÃO COMO PRIMEIRA ARMA

A oração estava presente desde o princípio.

Antes de qualquer grande estrutura, havia oração.

Porque o Gideões em Resgate nunca deveria ser entendido simplesmente como um grupo de visitação.

Era uma frente espiritual.

Quando vocês entravam em uma casa, não estavam apenas entrando em um endereço.

Estavam entrando em uma história.

E aquela história precisava ser apresentada ao Senhor.

Por isso, o nome Gideões ganhou significado ainda mais profundo.

Era uma tropa que precisava aprender que sua força não estava na quantidade.

Estava em Deus.


E ENTÃO DEUS COMEÇOU A MOSTRAR ALGO MAIOR

As visitas continuaram.

Mas, em determinado momento, aconteceu algo que marcou profundamente essa caminhada.

Depois, com o Diácono Ivanildo e a Diaconisa Rosinete, aconteceu a cura de um homem que não conseguia andar e voltou a andar.

Esse acontecimento já está registrado na história do Livro 2, e por isso não precisamos inventar uma nova narrativa para ele.

Aqui, no Livro 3, ele aparece como aquilo que realmente representa dentro da trajetória dos Gideões:

um dos acontecimentos que ajudaram a revelar que aquela missão de resgate possuía uma dimensão espiritual muito maior.

E é justamente desse período que surgiria, posteriormente, o Pronto-Socorro Espiritual.


O PRONTO-SOCORRO ESPIRITUAL

O nome é forte porque a necessidade era real.

Se existem soldados feridos, é preciso existir um lugar para socorrê-los.

E foi assim que a visão foi se ampliando.

O Gideões em Resgate não ficaria restrito às visitas dentro das casas.

Começaria também a alcançar pessoas em praças, ruas e outros lugares.

O próprio registro atual do projeto descreve os Gideões como um grupo de atuação que funciona como “ponto de socorro espiritual”, buscando socorrer aqueles que foram feridos durante a caminhada e ajudá-los a retornar à vida espiritual com Jesus. (GIDEÕES)

Essa descrição não é uma invenção nossa para este livro.

Ela está preservada no próprio registro do projeto.


DO LAR PARA AS PRAÇAS

A missão começou dentro das casas.

Depois, foi para outros lugares.

Praças.

Ruas.

Pessoas encontradas pelo caminho.

E essa expansão carregava a mesma essência:

resgatar.

O lugar mudava.

A estratégia podia mudar.

Mas o objetivo permanecia.

A alma continuava sendo o centro.

Hoje, os registros do projeto ainda preservam atividades do Pronto-Socorro Espiritual em praças, inclusive evangelização ao ar livre. (GIDEÕES)

Assim, aquilo que começou com três pessoas visitando lares encontrou novas formas de chegar até quem precisava de Deus.


A ALINE TAMBÉM ESTAVA LÁ

Existe outro detalhe que não pode ser apagado da história.

Aline participou de várias visitas dos Gideões em Resgate.

Ela não aparece apenas como alguém que conheceu a missão posteriormente.

Ela esteve presente em parte dessa caminhada.

E você também nos contou algo ainda mais significativo:

Aline estava com vocês na Praça do Wona no primeiro dia daquela grande obra.

Segundo o seu relato, aquele primeiro dia também está ligado ao nascimento do Projeto Soldados Feridos, que posteriormente se tornou a igreja.

Isso mostra como as histórias começaram a se cruzar.

O Gideões estava alcançando pessoas.

E, no meio desse caminho, outra frente começou a nascer.


O NASCIMENTO DE UMA IGREJA NO CAMINHO DO RESGATE

Aqui precisamos fazer uma pausa.

Porque essa informação muda a dimensão do capítulo.

Nós não estamos contando simplesmente a história de um projeto que fez algumas visitas.

Estamos contando uma história na qual uma missão de resgate acabou participando do nascimento de algo maior.

O projeto Soldados Feridos, que hoje está ligado à igreja, nasceu nesse contexto.

Isso significa que o caminho percorrido pelos Gideões não foi apenas uma sequência de visitas.

Foi também um caminho de construção.

Uma porta abriu outra.

Uma pessoa levou a outra.

Uma oração encontrou outra necessidade.

Uma visita encontrou uma nova história.

E, pouco a pouco, aquilo que parecia pequeno começou a ganhar forma.


A PRA. ROSINETE AINDA ERA DIACONISA

Esse detalhe precisa permanecer registrado.

Quando tudo começou, Rosinete ainda não era pastora.

Ela era Diaconisa Rosinete.

Foi naquele período que ela, junto com o Diácono Ivanildo, participou da fundação do Gideões em Resgate.

Somente posteriormente ela seria reconhecida como Pra. Rosinete Lima Regis.

Essa informação é importante porque mostra que a história não começou depois que vocês já tinham todas as posições e estruturas que possuem hoje.

Começou antes.

Começou enquanto vocês ainda estavam caminhando, servindo e descobrindo aquilo que Deus estava fazendo.


IVANILDO E ROSINETE: DOIS SERVOS NO COMEÇO DE UMA MISSÃO

Hoje, olhando para trás, é possível enxergar uma sequência que talvez não estivesse tão clara naquele primeiro momento.

O Diácono Ivanildo.

A Diaconisa Rosinete.

Duas pessoas servindo.

Visitando.

Orando.

Entrando em casas.

Conhecendo histórias.

Encontrando pessoas.

E seguindo em frente.

Mais tarde, vocês seriam reconhecidos como Pr. Ivanildo Melo Regis e Pra. Rosinete Lima Regis.

Mas o título não é o que explica o começo.

O que explica o começo é a disposição de servir.


E ONDE ESTAVA O ESPÍRITO SANTO?

Estava na direção.

Essa é uma das coisas que você fez questão de deixar muito clara.

Quando o Espírito Santo guia, vocês não enxergam a missão como um peso impossível.

Existe alegria.

Existe prazer em servir.

Existe disposição para continuar.

Isso não significa que nunca existiram dificuldades.

Significa que a dificuldade não era maior do que a convicção de que Deus estava conduzindo.

E essa diferença é fundamental.

Porque uma obra espiritual não pode ser construída apenas pela capacidade humana.


A MAIOR RESPOSTA DE DEUS

Você disse algo que precisa permanecer exatamente no coração desta biografia:

a maior resposta de Deus é saber que Deus está o tempo todo direcionando vocês para o alvo certo: as almas.

Essa frase talvez explique melhor o Gideões do que qualquer descrição de atividades.

Porque o objetivo não era simplesmente:

“fazer visitas”.

Não era simplesmente:

“ir às praças”.

Não era simplesmente:

“formar uma equipe”.

Era chegar às almas.

Uma pessoa de cada vez.

Uma casa de cada vez.

Uma praça de cada vez.

Uma oração de cada vez.


NÓS NÃO ESCOLHEMOS AS ALMAS

Existe ainda outra verdade muito forte no seu relato.

Vocês não escolhiam previamente quem seria alcançado.

Deus direcionava.

E isso muda completamente a maneira de enxergar a missão.

Não era:

“Vamos procurar determinada pessoa porque achamos que ela precisa.”

Era:

“Senhor, conduza-nos até onde precisamos chegar.”

Essa dependência do Espírito Santo é uma das marcas mais importantes do Gideões em Resgate.


DO PRESENCIAL AO ONLINE

E essa visão continua atual.

Você resumiu isso de uma maneira muito clara:

“O que uma pessoa entenderia é que nós vamos chegar até ela, em breve, ou pessoalmente ou online.”

Essa frase mostra que o espírito da missão não ficou preso a uma época.

Se antes era necessário entrar em uma residência, hoje uma mensagem pode chegar através da internet.

Se antes era necessário encontrar alguém em uma praça, hoje essa pessoa pode estar do outro lado de uma tela.

A ferramenta muda.

A missão permanece.

E os próprios registros do projeto mostram hoje essa combinação de atuação presencial, evangelização em praças e presença digital. (GIDEÕES)


O GIDEÃO FERIDO TAMBÉM PRECISA DE RESGATE

Talvez essa seja uma das imagens mais fortes de toda essa história.

O soldado pode ter começado a caminhada cheio de força.

Pode ter lutado.

Pode ter servido.

Pode ter avançado.

Mas em algum momento pode ter sido ferido.

E quando isso acontece, não significa necessariamente que sua história terminou.

É aí que entra o resgate.

O próprio projeto registra essa visão: alcançar homens, mulheres, crianças, adolescentes e jovens feridos no caminho e mostrar que existe esperança para um novo começo. (GIDEÕES)

Não é simplesmente trazer alguém de volta para uma atividade.

É ajudá-lo a reencontrar seu caminho com Deus.


O NOME GIDEÕES GANHOU VIDA

O nome que o Pr. Wesley deu àquela pequena iniciativa passou a carregar uma história.

Primeiro, três pessoas.

Depois, visitas.

Depois, mais pessoas.

Depois, praças.

Depois, o Pronto-Socorro Espiritual.

Depois, novas frentes.

E, no caminho, o nascimento de uma nova realidade ministerial.

O nome cresceu porque a missão cresceu.

Mas sua essência permaneceu a mesma:

resgatar almas.


UMA HISTÓRIA QUE NÃO TERMINOU

Hoje, quando olhamos para o Gideões em Resgate, não devemos enxergar apenas o que ele foi.

Precisamos enxergar também aquilo que ele representa.

Uma lembrança de que uma grande obra pode começar de maneira muito simples.

Três pessoas.

Algumas visitas.

Três orações.

Uma casa.

E uma disposição de obedecer.

Foi assim que começou.

E Deus fez o restante crescer no tempo dEle.


“Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.”
Jó 14:7

Essa Palavra está preservada também nos registros do próprio projeto e expressa de maneira extraordinária aquilo que o Gideões em Resgate deseja dizer a quem foi ferido pelo caminho: a história ainda pode recomeçar. (GIDEÕES)

O Pr. Ivanildo Melo Regis e a Pra. Rosinete Lima Regis, ainda quando eram Diácono Ivanildo e Diaconisa Rosinete, não sabiam tudo o que aquela primeira visita produziria.

O Pr. Wesley deu o nome.

Ivanildo e Rosinete colocaram os pés no caminho.

Aline participou de várias dessas visitas.

Depois vieram novas pessoas, novas praças, novas casas e novas formas de alcançar vidas.

E, acima de todos eles, estava aquele que vocês reconhecem como o verdadeiro autor da missão:

Deus.

Foi o Senhor quem deu a inspiração.

Foi o Espírito Santo quem conduziu.

Foi Jesus Cristo quem permaneceu como alvo.

E foram as almas que deram sentido a cada passo.

Porque o Gideões em Resgate nunca nasceu para procurar pessoas perfeitas.

Nasceu para encontrar pessoas feridas e mostrar a elas que, em Cristo, ainda existe caminho de volta.

O soldado pode estar ferido.

Pode estar cansado.

Pode ter caído.

Mas, enquanto houver Deus, ainda existe esperança.