CAPÍTULO 25
PILARES DA IGREJA — A NECESSIDADE DE ESTRUTURAR O QUE ESTAVA CRESCENDO
“Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma.”
Provérbios 24:3
Uma obra pode nascer de uma visão.
Pode crescer através da fé.
Pode alcançar pessoas.
Pode gerar projetos.
Pode reunir voluntários.
Pode ver novas portas se abrirem.
Mas chega um momento em que o crescimento traz uma nova responsabilidade:
é preciso estruturar aquilo que Deus permitiu crescer.
Foi nesse contexto que a visão dos Pilares da Igreja ganhou importância na caminhada do Pr. Ivanildo Melo Regis e da Pra. Rosinete Lima Regis.
Não se tratava de colocar burocracia sobre a obra.
Era compreender que uma missão que cresce precisa de fundamentos capazes de sustentá-la.
Porque quanto mais pessoas chegam, mais cuidado é necessário.
Quanto mais projetos surgem, mais organização é necessária.
Quanto mais pessoas começam a servir, mais clareza de responsabilidades é necessária.
E quanto maior a missão, maior precisa ser a dependência de Deus.
Crescer é uma bênção, mas também uma responsabilidade
No começo, talvez algumas coisas possam ser resolvidas de maneira simples.
Poucas pessoas.
Poucas atividades.
Poucos espaços.
Poucas responsabilidades.
Mas a expansão muda essa realidade.
De repente existem crianças.
Adolescentes.
Jovens.
Homens.
Mulheres.
Famílias.
Obreiros.
Colaboradores.
Mídia.
Projetos.
Reuniões.
Discipulados.
Evangelismo.
E cada área começa a exigir atenção.
Nesse momento, organização deixa de ser apenas uma questão administrativa.
Ela passa a ser uma forma de cuidar das pessoas e proteger a missão.
Os pilares sustentam a casa
A imagem de uma construção ajuda a compreender essa visão.
Uma casa pode ser bonita.
Pode ter paredes bem pintadas.
Pode ter portas.
Pode ter janelas.
Mas se seus fundamentos forem frágeis, todo o restante estará ameaçado.
Da mesma maneira, uma igreja pode ter muitos projetos.
Pode ter uma programação intensa.
Pode ter pessoas trabalhando.
Mas precisa saber:
Qual é o fundamento?
Quem somos?
Para onde estamos indo?
O que estamos ensinando?
Como cuidamos das pessoas?
Como preparamos quem serve?
Como preservamos a unidade?
Essas perguntas fazem parte da necessidade de estabelecer pilares.
Jesus continua sendo o fundamento
Por mais que uma estrutura humana seja necessária, existe uma verdade que não poderia ser esquecida:
a igreja não pertence ao homem.
O fundamento espiritual é Cristo.
O planejamento pode ajudar.
A organização pode ajudar.
A liderança pode ajudar.
Os projetos podem ajudar.
Mas nada disso substitui Jesus.
Por isso, o crescimento da obra precisava continuar apontando para Ele.
O Pr. Ivanildo Melo Regis e a Pra. Rosinete Lima Regis podiam organizar, orientar e tomar decisões.
Mas a direção final precisava continuar vindo de Deus.
E o Espírito Santo precisava continuar conduzindo a missão.
Pilares também significam pessoas
Quando falamos em estrutura, existe o risco de pensar apenas em paredes, salas, equipamentos e documentos.
Mas uma igreja é formada por pessoas.
E algumas pessoas assumem responsabilidades fundamentais.
Nesse ponto, a caminhada de colaboradores como Diácono João ganha relevância.
Ele aparece nessa história como alguém que recebeu uma responsabilidade importante dentro da estrutura ministerial.
Sua função não era simplesmente estar presente.
Existia uma responsabilidade de ordem, auxílio e apoio à liderança.
Isso demonstra uma coisa:
os pilares da obra também são construídos através de pessoas fiéis.
A obediência que sustenta
Uma estrutura pode ter regras.
Mas nenhuma regra substitui caráter.
A missão precisa de pessoas que saibam obedecer.
Pessoas que entendam autoridade.
Pessoas que saibam servir.
Pessoas que consigam trabalhar em equipe.
Pessoas que não estejam procurando apenas posição.
Porque liderança cristã não deveria ser compreendida como privilégio.
É responsabilidade.
É serviço.
É compromisso.
E, quanto mais responsabilidade alguém recebe, maior deve ser sua disposição de servir.
Cada pessoa com uma função
A expansão também começou a mostrar a importância de cada pessoa entender seu papel.
Tia Tais, por exemplo, não estava simplesmente ajudando ocasionalmente.
Ela se tornou uma presença importante desde os primeiros momentos, cuidando da alimentação, das crianças e de diferentes necessidades da obra, juntamente com sua esposa Paula e sua família.
José Inácio assumiu responsabilidades relacionadas à mídia, gravações, decoração e apoio à estrutura.
Ismael, filho do Pr. Ivanildo e da Pra. Rosinete, passou a participar da mídia e da estrutura online.
Tia Jenefer ajudava trazendo crianças para as atividades.
Outros colaboradores também foram chegando.
Cada um com uma capacidade.
Cada um com uma história.
Cada um com uma função.
Isso é estrutura.
Não significa que todos fazem a mesma coisa.
Significa que todos podem contribuir para o mesmo propósito.
A estrutura não pode matar a espontaneidade
Existe, porém, um equilíbrio importante.
Organização não pode transformar a obra em uma máquina.
A igreja precisa de estrutura, mas também precisa continuar sensível à direção de Deus.
É possível ter calendário e ainda assim depender do Espírito Santo.
É possível ter funções e ainda assim servir com amor.
É possível ter planejamento e ainda assim estar aberto àquilo que Deus deseja fazer.
Por isso, os pilares não deveriam limitar a missão.
Deveriam permitir que ela crescesse com segurança.
Quando tudo começa a se conectar
Os projetos apresentados nos capítulos anteriores começam a fazer ainda mais sentido quando colocados dentro dessa estrutura.
O 3EM1 precisa de organização.
Os Gideões em Resgate precisam de pessoas preparadas.
Os Novos Discipulados precisam de acompanhamento.
O trabalho com as famílias precisa de pessoas responsáveis.
As atividades das mulheres precisam de estrutura.
A mídia precisa de quem cuide dela.
As reuniões precisam de ordem.
Os voluntários precisam saber onde servir.
As crianças precisam de proteção e cuidado.
A igreja precisa preservar seus valores.
Assim, cada projeto deixa de funcionar isoladamente.
Começa a fazer parte de uma estrutura maior.
O papel de Ivanildo e Rosinete
Nesse crescimento, a responsabilidade pastoral também aumenta.
O Pr. Ivanildo Melo Regis e a Pra. Rosinete Lima Regis precisavam olhar para muito mais do que uma única atividade.
Era necessário enxergar o conjunto.
Ver as necessidades.
Identificar pessoas.
Preparar colaboradores.
Cuidar da igreja.
Acompanhar os projetos.
Pensar no futuro.
E, ao mesmo tempo, permanecer sensíveis à direção de Deus.
Isso exige muito mais do que capacidade administrativa.
Exige dependência espiritual.
Porque nem toda decisão importante pode ser tomada simplesmente olhando para números ou circunstâncias.
Existem decisões que precisam ser colocadas diante do Senhor.
A família também faz parte da estrutura
A história da missão não pode ser contada separando completamente o ministério da família.
O próprio caminho do Pr. Ivanildo e da Pra. Rosinete mostra uma caminhada conjunta.
E Ismael de Lima Regis esteve presente nessa trajetória desde muito cedo.
Hoje, sua participação na mídia, especialmente na produção dos vídeos das reuniões e na estrutura online, mostra como aquela criança que acompanhava a missão desde o início também passou a contribuir com ela.
Isso é uma forma de legado.
A missão vai sendo transmitida.
Uma geração começa.
Outra acompanha.
Depois começa a servir.
E, assim, a obra vai construindo continuidade.
Pilares para o futuro
Talvez essa seja a maior importância desse projeto.
Pilares não são apenas para sustentar o presente.
São para preparar o futuro.
Quando uma casa é bem fundamentada, ela pode atravessar tempestades.
Quando uma igreja possui princípios claros, pode atravessar mudanças.
Quando pessoas são preparadas, novas responsabilidades podem ser assumidas.
Quando a Palavra permanece no centro, novos projetos podem nascer sem perder a identidade.
Por isso, estruturar não significava diminuir a ação de Deus.
Significava preparar um lugar para que aquilo que Deus estava fazendo pudesse continuar sendo cuidado.
“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”
1 Coríntios 3:11
Esse versículo resume a essência dos Pilares da Igreja.
Podemos construir estruturas.
Podemos organizar equipes.
Podemos desenvolver projetos.
Podemos preparar líderes.
Podemos estabelecer responsabilidades.
Mas existe um fundamento que não pode ser substituído.
Jesus Cristo.
E foi debaixo dessa convicção que o Pr. Ivanildo Melo Regis e a Pra. Rosinete Lima Regis, guiados pelo Espírito Santo, continuaram construindo aquilo que Deus havia colocado em suas mãos.
Porque uma obra pode crescer rapidamente.
Mas para permanecer, precisa de fundamentos.
E os verdadeiros pilares não existem para chamar atenção para si mesmos.
Existem para sustentar aquilo que pertence a Deus.

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